Quase metade das crianças no Brasil vivem na pobreza

Segundo o relatório Cenário da Infância e Adolescência no Brasil 2019, da Fundação Abrinq, 47,8% das crianças e dos adolescentes de 0 a 14 anos no Brasil vivem em condição domiciliar de baixa renda, ou seja, são de famílias pobres ou extremamente pobres.

Isso significa que mais de 20 milhões de pessoas com 14 anos ou menos pertencem a famílias com renda per capita mensal de até meio salário mínimo.

Desse total, quase 9,5 milhões vivem em condição de extrema pobreza: com renda per capita de até um quarto do salário mínimo.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), considerando pessoas de todas as idades, 54,8 milhões de brasileiros vivem na pobreza e 15,2 milhões, na extrema pobreza.

Para ajudarem a completar a renda destas famílias, muitas crianças abandonam a escola para trabalharem, ou não conseguem acompanhar o ritmo escolar, devido ao cansaço do trabalho.

No Rio Grande do Norte, crianças que trabalham no processo de quebra da castanha de caju têm suas mãos queimadas e perdem suas digitais no processo.

Além disso, muitas crianças, devido à condição de pobreza em que vivem, só conseguem se alimentar na escola e acabam passando fome durante as férias.

No Brasil, 2,5% da população passou fome em 2017. Isso corresponde a 5,2 milhões de pessoas. Os números podem ser maiores, pela alta do desemprego e queda do PIB. O Brasil só saiu do mapa da fome em 2014, quando o índice de pessoas ingerindo menos calorias que o recomendado caiu para 3% da população.

Por: José Luiz Madeira | Voz Livre
Fonte: Observatório do Terceiro Setor