Prefeito e vice de Tubarão renunciam ao Cargo

Carta de renúncia foi entregue na Câmara de Vereadores na manhã desta segunda-feira (10).

Os políticos Joares Ponticelli (PP) e Caio Tokarski (União) decidiram dar um passo para trás e renunciaram aos seus mandatos de prefeito e vice-prefeito de Tubarão. A notícia foi oficializada nesta manhã, quando a Câmara de Vereadores recebeu suas cartas de renúncia. Durante a sessão de hoje, o decreto de renúncia será lido, marcando o fim de suas posições na administração pública.

Essa decisão drástica foi tomada após a prisão de ambos durante as investigações da Operação Mensageiro. Essa operação tem como objetivo desvendar crimes relacionados a fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro no setor de coleta e destinação de lixo em diversas regiões de Santa Catarina.

Enquanto os vereadores se reúnem para discutir os próximos passos, o presidente da Câmara, Jairo dos Passos Cascaes (PSD), irá conceder uma entrevista coletiva para abordar o assunto. Até que uma nova liderança seja escolhida, a Prefeitura de Tubarão estará sob o comando interino do vereador Gelson José Bento (PP), que já ocupava a posição de presidente da Casa quando Ponticelli e Tokarski foram presos.

Com a renúncia desses políticos, é esperado que Tubarão passe por uma eleição indireta. Neste caso, os possíveis candidatos irão concorrer ao cargo em uma votação realizada pelos vereadores. A renúncia dos políticos é apenas o primeiro passo para a reconstrução da confiança e da estabilidade política em Tubarão.

Operação Mensageiro

Joares Ponticelli e Caio Tokarski foram detidos e afastados de seus cargos desde o dia 14 de fevereiro de 2023, durante a terceira fase da Operação Mensageiro. No entanto, houve uma reviravolta no caso. No último dia 29, a 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina decidiu substituir a prisão preventiva de Ponticelli por medidas cautelares.

Agora, ele está cumprindo prisão domiciliar, mas com o uso de uma tornozeleira eletrônica pelos próximos 180 dias. Além disso, Ponticelli está proibido de ter qualquer contato com testemunhas, réus ou colaboradores premiados da Operação Mensageiro, bem como de acessar a prefeitura.

Por outro lado, Caio Tokarski continua preso, pois o pedido de substituição de sua prisão preventiva por domiciliar foi negado pela Justiça. A decisão afirma que soltá-lo neste momento poderia colocar em risco todas as investigações e o próprio processo judicial, devido à sua comprovada capacidade de infiltração, mesmo quando está detido.

 

 

Por: Portal Voz Livre
Foto: Divulgação Ilustrativa Voz Livre