Educadores do Ciaca são afastados por negligência

A decisão judicial proíbe o acesso das educadoras à instituição de acolhimento e qualquer contato com as crianças e adolescentes abrigados.

Três educadoras e uma auxiliar foram afastadas de suas funções no Consórcio Intermunicipal de Abrigo para Criança e Adolescente (Ciaca), de Braço do Norte, por meio de medida liminar requerida pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).

Na ação, a promotora de Justiça Fabiana Mara Silva Wagner conta que, a partir da representação de uma psicóloga que trabalhou na instituição, instaurou o procedimento no qual, por meio de depoimento de uma série de testemunhas, entre funcionários, voluntários e acolhidos pelo Ciaca, verificou a forma rude, grosseira e negligente que as crianças e adolescentes estavam sendo tratadas.

Entre as situações relatadas pelas testemunhas ouvidas pela promotoria de Justiça, estão crianças com as fraldas sujas por várias horas sem que fossem trocadas; submetidas a banho frio como castigo por terem feito xixi nas calças ou na cama – situação essa vivida, inclusive, por um cadeirante acolhido; crianças de tenra idade sozinhas nos quartos por várias horas; e castigos físicos, como beliscões.

Por: José Luiz Madeira | Voz Livre
Fonte: Diário do Sul