Abraço Catarinense participa do primeiro Fórum Nacional de Radiodifusão.

O evento aconteceu no auditório dos Correios em Brasília, e contou com representantes de rádio e TVs de todo País.

O presidente da Associação Catarinense de Rádios Comunitárias do Estado de Santa Catarina (Abraço Catarinense), José Luiz Madeira, esteve representado as Rádios comunitárias do estado no primeiro Fórum Nacional de Radiodifusão.

O evento contou com a presença do Ministro Marcos Pontes, do Secretário Geral de MCTIC, Elifas Chaves Gurgel do Amaral, de toda equipe Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e de todos os setores da comunicação por radiofrequência.

O evento busca levantar os problemas e as necessidades do setor de radiocomunicação, para melhorar e aproximar o MCTIC com quem faz comunicação de massa no País. Segundo o Ministro Marcos Pontes, “Precisamos saber ouvir o setor, o Ministério é uma ferramenta do País para desenvolvimento, e a gente precisa desta conversa direta e entender o que acontece, e tratar estas políticas de uma forma justa e igualitária para todos e este Fórum é um marco inicial para isto”, destaca o Ministro Pontes, mostrando que o Ministério vai abrir a porta a todos os setores de comunicação e estará aberto ao diálogo.

O Presidente nacional da Abraço Brasil, Geremias dos Santos, falou da a importância das Rádios Comunitárias para o Brasil, destacou que em muito município brasileiro, os grandes veículos de comunicação não têm interesse, pois não são economicamente viáveis para eles, mas que a rádio comunitária está lá, levando informação e aproximando as pessoas.

Em sua fala deixou claro que a lei 9.612/98 regulamentou o setor, porem esta lei precisa avançar, pois com a vinda da digitalização do Rádio, as Comunitárias perderão significativamente a sua potência e praticamente ficarão inviável se não aumentar a sua potência agora. “Estaremos no congresso sim, pois entendemos que a lei precisa evoluir e dar condições para que possamos sobreviver e principalmente levar a comunicação aonde as comercias não tem interesse, pois todos têm direito à informação, e as Rádio comunitárias fazem isto muito bem e quase sem recursos”, enfatiza Geremias.

Já para o presidente Catarinense José Luiz Madeira, o evento foi muito importante, pois o ministério colocou as rádios comunitárias em igualdade com os demais setores de comunicação do País. “Apesar de as rádios comunitária apresentarem apenas um painel e no final do evento, saímos com a sensação que o MCTIC vai ao menos nos escutar, vejo como de grande importância nossa participação e mostra que a Abraço está forte e sendo respeitada pelo ministério”.

Madeira destacou a indelicadeza do presidente da Abert, Paulo Tonet Camargo, que atacou as rádios comunitárias em sua fala, “estão se sentidos ameaçados mesmo a gente sendo minúsculos perto deles, pois eles sabem que estamos fazendo comunicação com o povo e para o povo, é por isto que temos grande audiência em nossas comunidades, mas não vamos nos abaixar ao nível deles, continuaremos com nosso trabalho de organização, sem ofensas ou ataque aos comunicadores comerciais, nossa luta é por espaços e condição de trabalhos a qual temos direito” conclui o Presidente Catarinense.